Informações Importantes

 

Contra-indicações

Podem flutuar pessoas de todas as idades, embora os mais novos devam flutuar com a supervisão de um adulto. As contra-indicações são as seguintes:

  • Não é possível flutuar durante o período menstrual.
  • Não é aconselhável flutuar imediatamente após a depilação pois pode causar desconforto na pele sensibilizada, prejudicando a sua experiência de flutuação. Pelo mesmo motivo não deverão flutuar pessoas que tenham feridas recentes.
  • Não podem flutuar pessoas com esquizofrenia, ou doenças mentais graves podendo apenas flutuar com supervisão os doentes epilépticos.
  • Não devem flutuar pessoas com problemas de pele graves. 
  • É também desaconselhável a utilização por pessoas com hipertensão grave. 
  • Não é permitido flutuar sob o efeito de álcool.

 

Sal Epsom

O Sal Epsom é composto por sulfato de magnésio, combinado com carbono e oxigénio, que lhe confere várias propriedades terapêuticas, ao contrário do sal comum que contém cloreto de sódio, sendo por isso prejudicial para a saúde.

Além de revitalizar e rejuvenescer a pele, o Sal Epsom estimula a circulação sanguínea, e é benéfico para as articulações.

A utilização de Sal Epsom na flutuação, vai também favorecer a higiene da água, eliminando todas as bactérias. A acção anti-bacteriana do sal torna o contacto com bactérias bastante mais improvável dentro do flutuário do que quando anda na rua, ou simplesmente está no seu no local de trabalho.

A higiene dos flutuários é também garantida também pela filtragem de toda a água do flutuário entre as sessões, e pela constante medição e manutenção da qualidade e equilíbrio da água.

 

Ondas Theta

A flutuação como um atalho para a meditação! 

A actividade eléctrica do cérebro pode ser medida em escalas de frequência e observadas através de um exame EEG (electroencefalograma). As oscilações desta actividade podem ser diferenciadas segundo 4 escalas de frequência:

  • beta, em actividade cerebral intensa;
  • alfa, em actividade cerebral própria um estado de calma, relaxamento ou recreativo;
  • delta, a dormir e a sonhar;
  • e theta, em actividade cerebral que ocorre nos momentos antes e depois do sono ou em estados de meditação profundos.

Durante estes momentos, o cérebro atinge um estado de relaxamento mental absoluto e permite um bom fluxo de ideias ou inspiração, que acontecem sem censura ou culpabilidade. É tipicamente um estado mental muito positivo.

Uma vez que em condições normais, o cérebro funciona no registo de ondas theta durante períodos muito breves, era difícil aos cientistas medir quais os efeitos no organismo e no cérebro desse tipo de funcionamento. Ao verificar-se que durante o tempo em que se flutua, num ambiente de privação sensorial, o cérebro é induzido a funcionar em ondas theta, passou a ser possível fazer essas medições.

Durante o período em que o cérebro funciona nesta frequência, é favorecido o equilíbrio dos hemisférios esquerdo e direito do cérebro, a libertação de endorfinas, a estimulação da criatividade, o aumento da concentração e da capacidade de aprendizagem.

É também conseguido um profundo estado de paz interior e de bem-estar generalizado, existindo também registos, de experiências místicas e de sensações que estão para lá da razão humana, durante e após o período de flutuação.

Além de a flutuar, a única forma de induzir o cérebro a funcionar em ondas theta, durante longos períodos de tempo, é através da meditação profunda. Os monges budistas funcionam nesse registo cerebral enquanto meditam. Assim, é óbvia a relação entre os efeitos de paz interior e equilíbrio emocional resultante da flutuação, com os mesmos efeitos que decorrem da meditação num monge budista.

A flutuação é então, um atalho para alguns dos benefícios de vários anos de meditação.

 

As origens da Flutuação

Portugal conheceu a terapia de flutuação em 2008, com o Float in, mas as origens desta terapia remontam aos Estados Unidos da América na década de 50, quando o neuropsiquiatra Dr. John Lilly procurava um meio privação sensorial para a prática da experimentação psicossomática, no National Institute of Mental Health. 

Embora o seu objectivo fosse isolar ao máximo o cérebro humano dos estímulos exteriores para assim poder testar os efeitos neurológicos numa atmosfera de isolamento sensorial, rapidamente percebeu a partir dos relatos dos seus alunos que os flutuários causavam uma imensa sensação de relaxamento entre outros efeitos que passaram então a ser testados. 

A comunidade científica apercebeu-se do potencial da flutuação, e empresas como a N.A.S.A. passaram a utilizar os flutuários para simular a ausência de gravidade na investigação espacial.

No final dos anos setenta a Universtity of British Columbia deu inicio à experimentação dos efeitos terapêuticos dos tanques de flutuação, e após verificar os vários benefícios para a saúde, sistematizou as várias aplicações clínicas deste método que foi então denominado por R.E.S.T. - "Restricted Environment Stimulation Therapy".

A investigação científica não parou desde essa época, existindo agora inúmeros estudos que validam os efeitos desta terapia.

Nos últimos anos os flutuários têm sido desenvolvidos e utilizados em todo o mundo para fins clínicos, de investigação, psicoterapêuticos, fisioterapêuticos, de ciência desportiva e claro, na área do bem-estar em Spas e centros de flutuação.  

Existem, segundo a Flotation Association e a Flotation Federation, mais de 30 países onde é possível encontrar centros de flutuação aos quais recorrem milhares de clientes para melhorar a sua saúde e bem-estar, físico e mental.

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